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O segmento técnico-nutricional mundial avança em ritmo acelerado. Atletas de todo mundo, hoje mais do que nunca, têm acesso a uma suplementação alimentar que lhes auxilia na superação de recordes, mantendo-os cada vez mais preparados para novos desafios.
Praticantes de atividade física em geral também são grandes beneficiados destes avanços, já que estes suplementos os ajudam a obter resultados em performance, saúde e até mesmo estética, pois para muitos a falta de tempo e a dificuldade de realizar refeições saudáveis e equilibradas todos os dias é uma realidade.
Os praticantes de atividades físicas buscam melhor qualidade de vida por meio da prática esportiva e alimentação adequada. E a suplementação é grande aliada já que uma alimentação apenas com alimentos e em proporções ideais passa a ser utópica para muitos nos tempos modernos. Vale ressaltar também que, embora não sejam profissionais, muitos praticantes de atividades físicas têm rotinas físicas que demandam quantidades de nutrientes maiores do que pessoas sedentárias. Para satisfazer a essa demanda, o uso de suplementos alimentares específicos é de grande ajuda.
Todos os cidadãos europeus, norte-americanos, e tantos outros mundo afora têm acesso a esses suplementos. Todos esses menos, infelizmente, os brasileiros. Os brasileiros estão sendo privados dos benefícios dos suplementos que o resto do mundo já desfruta porque nada é suficiente para comprovar às autoridades nacionais (ANVISA) que determinada substância ou produto é seguro. Nem mesmo o fato de essa substância já ser consumida há décadas por milhões de pessoas (em praticamente todos os países de primeiro mundo) serve como prova.
Há tempos, as empresas que atuam na área de produção e importação de suplementos alimentares, buscam junto à ANVISA uma atualização normativa para tentar fazer com que o Brasil chegue um pouco mais perto dos países desenvolvidos. Inúmeras reuniões com incontáveis documentos e estudos foram apresentados para se tentar alcançar esse objetivo. Em resposta a tudo isso, no dia 14 de novembro de 2008, finalmente a ANVISA publicou a Consulta Pública 60/2008, com a nova proposta de Resolução para nortear a produção e comercialização dos Suplementos Alimentares no Brasil. Todavia, para surpresa geral, em vários quesitos houve uma regressão.
Inicialmente, a ANVISA pretende classificar “Suplemento Alimentar” apenas e exclusivamente para Atletas (que segundo este órgão, são pessoas que praticam exercícios físicos de alta intensidade com objetivo de rendimento esportivo ou competição). Ou seja, a grande maioria da população brasileira deixou de ser contemplada na nova proposta legislativa como apta para consumo de suplementos alimentares.
O principal é que, apesar de reconhecermos que a suplementação alimentar não chega a ser vital ao restante da população (aos não atletas profissionais), isso não significa que deva ser proibida. Muito pelo contrário, deveria ser incentivada. Afinal, nós vivemos em um país livre e temos nosso direito de escolha.
Pensamos que à ANVISA cabe simplesmente o dever de garantir a segurança do alimento ao consumidor. Uma vez que já não há dúvidas quanto a isso, a escolha de consumir ou não, em um estado livre, deve ser EXCLUSIVAMENTE do cidadão.
Quero deixar claro:
1. Eu sou livre para escolher o que vou consumir nas minhas refeições, seja um bom prato de comida, um sanduíche ou um shake Meal Replacement;
2. Eu decido se uso ou não um suplemento energético para auxiliar o meu estímulo de praticar uma atividade física depois de um longo e cansativo dia de trabalho;
3. Eu resolvo se, depois do futebol com os amigos, bebo água ou isotônico (Gatorade, por exemplo) – pois, novamente, para a ANVISA, tais bebidas serão destinadas apenas a atletas!
Além disso houve, a nosso ver, outros retrocessos técnicos, como manterem o bloqueio a aminoácidos isolados (carnitina, arginina, taurina, etc.), enquanto o resto do planeta utiliza e se beneficia com estes. Porém, nada pior e mais incoerente do que retirar da norma (e dessa forma passar a proibir) um dos produtos mais antigos e consumidos do mercado mundial: o BCAA (aminoácidos da cadeia ramificada).
Não havendo, portanto, motivo de risco à saúde é de se perguntar porque a tentativa de intervenção do Estado, representado pela ANVISA, no direito e liberdade de cada um de consumir o que quiser?
Se você é fabricante, importador ou lojista, e concorda com tudo isso, junte-se a nós e associe-se!
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ABENUTRI - Associação Brasileira de Empresas de Produtos Nutricionais
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